11.4.16

ASSADii promete set insano durante sua apresentação no Tomorrowland Brasil

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As irmãs Isabelle e Maryelle Assad, de Florianópolis, estão prontas
para detonar durante o festival que se aproxima.


Talvez uma das maiores concentrações de grandes e importantes clubs de música eletrônica seja no litoral catarinense, o estado é tido pelos especialistas como a uma das Meca da cena no Brasil. Com isso muitos DJs começam a surgir no estado, já tem a facilidade em absorver aquelas sonoridades desde muito cedo. O Tomorrowland Brasil, que esse ano contará com uma vasta lista de nomes nacionais, convidou alguns artistas daqui para formar o seu line up e entre eles estão às jovens irmãs Isabelle e Maryelle Assad, que mesmo com a pouca idade acumulam passagens muito interessantes, começando pelo primeiro lugar no prêmio promovido pela Green Valley e a revista Housemag em 2012. Além de apresentações ao lado de nomes como Armin van Buuren, Nervo, Tiësto e Kolombo.

As moças encantam não apenas com sua beleza, mas principalmente graças ao poderoso som que criam mixando suas próprias faixas a uma seleta e incrível playlist. Costumo sempre prestar atenção na construção dos sets e ASSADii, nome do projeto das irmãs, faz isso de maneira primorosa. Elas entendem a necessidade de cada público e sabem levar muito bem a pista. Suas passagens possuem combustível mais que necessário para aquecer e deixar a platéia alvoroçada e delirante. 

Algumas pessoas costumam torcer o nariz para o deep house (e elas vão além disso, pois ainda passam pelo bass, electro, entre outros), a eles apenas digo: ouça um set da Isabelle e Maryelle para depois conversarmos. Em poucos segundos você mudará de ideia e com certeza entrará para o grupo que admira essas meninas com que bati um papo sobre o Tomorrowland e outros detalhes da bela carreira.

[Lucca Koch]: A música (independente do seu segmento) impacta na vida de qualquer ser humano. De forma ela funciona na vida de vocês? 

[ASSADii]: A música na nossa vida significa absolutamente tudo, nossa razão de viver, e de buscar sempre estar evoluindo e melhorando. 

Foi amor a primeira vista? Como acabaram caminhando para a música eletrônica?

Foi amor a primeira vista sim, depois que tivemos nosso primeiro contato nunca mais deixamos. A gente sempre ouviu muita música eletrônica e nosso pai sempre apoiou, ele tinha um mixer em casa, e a gente ligava em 2 DVDs, e ficava brincando de passar as faixas, sem análise estrutural nenhuma ou sincronismo. Depois mudamos para Florianópolis, onde resolvemos fazer o curso de dj juntas e criar nosso projeto. Nos sempre tocamos juntas, desde o curso e até hoje, e é como sempre estaremos. 

Vocês vêm trabalhando produzindo suas próprias faixas (a dupla iniciou suas produções e lançou no Beatport em janeiro de 2014 seu primeiro EP, “Step Up In the Club”). Como foi se aventurar nesse campo? 

Produzir nossas próprias faixas tem sido incrível... É muito bom poder passar suas emoções e sentimentos para as pessoas. A cada faixa vem uma nova inspiração. 

Acredito que dividir a pick up deve ser um processo bem mais complicado ou não, vocês como são irmãs tiram isso de letra?

Sim, a gente sabe que dividir a pick up não é algo muito fácil... Isso é bem complicado. A gente tem a sorte de ser irmãs, e estar com sua irmã nos melhores momentos da sua vida não tem preço.  Nos temos a certeza de que nunca iremos nos separar...

Na cena mainstream poucos nomes femininos acabam chegando aos mais altos holofotes. Assim como em outros mercados, a mulher acaba não ganhando muita credibilidade também na música eletrônica? É uma luta a mais para se destacar?

A mulher, de modo geral, sofre certo preconceito em diversos ramos do mercado, e na música eletrônica não é diferente. Apenas pelo simples fato de você ser mulher, para algumas pessoas você não passa credibilidade...  É uma luta bem maior para as mulheres se destacarem, sim. 

Dos nomes femininos, quem não sai dos playlists e sets de vocês?

Nina Kraviz, Nakadia e Maya Jane Coles.

Vocês já passaram por uma tour na Europa. Quais foram às principais diferentes entre nós (brasileiros) e eles? Tiveram que adaptar de alguma forma o som de vocês?

Sim, a gente fez uma tour pela Europa, tocamos em Portugal e Espanha. Foi uma experiência muito importante em nossa carreira, não tínhamos ideia do que iríamos encontrar, e como seria a recepção.  Foi tudo muito bom, o público gostou bastante, não tivemos que adaptar nosso som, eles gostavam do que a gente tocava... Portugal é muito parecido com o Brasil.  A gente tocou ano passado em Boston, nos EUA, foi incrível também, ficamos muito felizes e satisfeitas com o resultado do nosso trabalho, e os lugares onde a música já nos levou em tão pouco tempo de carreira. 

Quando surgiu o convite para estar no line up do Tomorrowland?

A gente ficou sabendo através da nossa Booker, que comunicou nossa entrada no line up.

Vai parecer clichê, mas vocês estão ansiosas para esse dia?

Sim, estamos muito ansiosas, muito empolgadas e muito animadas.. A gente já esteve a passeio no Tomorrowland na Bélgica, e foi a melhor festa em que já estivemos, toda aquela produção é muito mágica... A estrutura do Tomorrowland no Brasil vem como a da Bélgica, e sabemos o quanto é espetacular este evento, e não vemos a hora de fazer parte disto. 

Até lá o que vocês estão farão?

Até lá, vamos nos preparar para fazer nossa melhor apresentação aos nossos fãs.

Para as pessoas que não conhecem o set de vocês e estarão no Tomorrowland. Usem apenas quatro palavras para descrevê-lo?

Vai ser muito insano!


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