9.2.17

TOMMY HILFIGER TRANSFORMA SEUS DESFILES EM SHOWS PARA O CONSUMO IMEDIATO DE SUAS COLEÇÕES

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A marca criada em 1985 vem a cada temporada se aproximando ainda mais do público final.


Desde que a palavra “engajamento” tornou-se um adjetivo muito importante para o marketing, graças a popularização das redes sociais, as marcas de moda - assim como outros ramos de negócios - estão cortando um dobrado para serem interessantes e terem atrativos para o publico jovem, que consome essas informações numa velocidade incrivelmente rápida. 

Estamos acompanhando que o jogo vem virando a cada temporada. Antes o que poderia demorar meses para estar disponível ao consumidor final, agora é instantâneo - o que vem sendo chamado de “see now, buy now”. Essa mudança fez com que as famosas salas escuras que aconteciam os desfiles de moda, apenas frequentada pela nata da imprensa especializada e poucos escolhidos a dedo compradores, agora estão sendo abertas para - quase - todo mundo. Esse todo mundo, claro, que ainda passam por uma breve seleção de interesse das grifes, são muitas vezes representados pelos influencers - que vão trazer cliques e muitas vendas.

Como todos devem saber - graças às redes sociais - aconteceu na última quarta-feira, 08, em Venice Beach, em Los Angeles, o desfile da Tommy Hilfiger. Era impossível não se ver dentro do universo que a marca construiu para apresentar sua coleção de verão 2017. Ao clicar nos InstaStories desses influencers - e estou falando nomes de todos os lugares do mundo - abria-se a porta para a Tommyland montada especialmente para a data e que trazia um ar de festival de música da Califórnia, inspirado no famoso Coachella, com seus mais ricos detalhes, como espaços assinados por curadores como Frankie Collective e a famosa feira gastronômica Smorgasburg, que acontece em Nova York. 

1) A Frankie Collective fez a curadoria do espaço reservado para venda de peças vintage da Tommy Hilfiger | 2) Como todo festival que se preze, muitas guloseimas eram distribuídas ao público | 3) Assim como artistas musicais | 4) Os rapazes marcaram presença na figuração do desfile.


Bobinhos, que eles não têm é nada, fizeram do que poderia ser apenas um pequeno desfile para a mídia especializada um verdadeiro show, com direito a apresentação da cantora Fierge e belas, jovens, meninas na passarela. O nome que representa esse novo momento da Tommy é a modelo Gigi Hadid - que além de tudo já assina sua segunda colab para a marca. A moça, além de talentosa, é seguida por milhões de pessoas ao redor do mundo. O seu poder de “engajamento” é algo que jamais poderíamos imaginar para uma jovem de apenas 21 anos - assim como boa parcela das (e dos) influencers que estavam na plateia

As peças da colab TommyXGigi podiam ser compradas na hora do desfile.

A Tommy Hilfiger vem elevando a máxima potência o negócio “see now, buy now” + engajamento, já que graças a esses investimentos - que já havia acontecido na temporada de inverno 2016 com o desfile no South Street Seaport, em Nova York - suas coleções triplicaram em vendas e principalmente se rejuvenesceram perante ao público consumidor - provavelmente ainda associando a marca a pessoas com uma idade mais avançada. 

A grife, fundada em 1985, é um bom exemplo que soube entender como a roda vem girando atualmente e aplicou isso de forma bem planejada e principalmente com resultados – quase – imediatos. 

No final da história o consumidor final é quem mais importa.

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