20.3.17

A SÃO PAULO FASHION WEEK ENCERRA EM CLIMA SOTURNO, MAS COM DIREITO A CIRCO, FESTA E SAMBA

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Renato Ratier, Reserva, Amapô e LAB fecham a 43ª edição do evento de moda mais importante do Brasil.


Mais uma temporada do São Paulo Fashion Week encerrou na última sexta-feira, 17, apostado novamente no formato de mercado conhecido como “see now, buy now”, que já disponibiliza ao consumidor os produtos desfilados. Durante essa última semana ficamos de olho nas principais apostas para esse outono/inverno 2017 - logo trago um balanço do evento - e as últimas marcas que estiveram na passarela fecharam com chave de ouro essa 43ª edição.

O dia começou com a marca homônima do DJ e empresário Renato Ratier, que propôs olharmos para os ciganos da Romênia e até vampiros, que contam as lendas ainda existem no país. Uma grife que nasceu a partir do DNA da noite trouxe muitos tons soturnos, como preto, vermelho e cinza, mas que ganham leveza em determinado momento com peças claras, como o areia e o branco. Os vampiros de Ratier são marcados pelas peças em matérias como o veludo, o algodão e o jacquard. O mood gispy se une ao universo street.


Já o retorno da Reserva ao line up oficial do SPFW foi como todo carioca gosta, animado e festivo com direito a banda ao vivo e open bar, num clima de happy hour a marca apresentou uma coleção concisa que vai agradar seu publico fiel.  O lifestyle que a grife transborda em suas peças traduz muito que foi apresentado, agora com uma visão ainda mais interessante, oversize, trazidas pelo estilista Igor de Barros, que já foi da Triton, VRom, e é um dos fortes nomes da moda masculina no Brasil. O must-have da coleção são as parkas em  liocel, resistente fibra  obtida da celulose da polpa da madeira de árvores de florestas autossustentáveis. Além disso, o famoso Pica-pau, símbolo da Reserva, ganhou um novo amigo. Trata-se do clássico desenho animado criado 1940 produzido por Walter Lantz e que agora também estampa uma divertida linha de camisetas. No quesito cores, os camuflados, aqui em borrões, se unem aos florais, ao cáqui, laranja, cinza e um azul bem fechado. 


A Amapô nos brindou com um desfile a partir da reflexão da “vida do povo brasileiro, que está sempre na corda bamba, matando um leão por dia, em um clima de circo, onde o palhaço era o protagonista com suas formas bem exageradas, amplas e cheias de movimento. O jeans, com diversos tipos de lavagens, continua sendo a principal aposta da marca.


E se o dia era de despedida, o evento mais uma vez encerrou com emoção trazida pela LAB, do Emicida e Evandro Fióti, com direção criativa de João Pimenta. A marca trouxe um novo olhar para o samba e seus personagens, agora mais urbanos, moderno e conectado a moda, com peças esportivas, mas que carregam nas veias seus antepassados, como se “roubassem” as peças dos avós no armário, com as clássicas riscas de giz, e em cima delas criassem sem próprio estilo em clima de “Herança”, que é o tema da coleção. A LAB vem sendo um ótimo olhar para uma moda com engajamento social e critica política


Um desfile rico em detalhes e primoroso chamou a atenção os bordados e as rendas que fazem alusão ao trabalho manual que Jacira, mãe do Emicida Leandro, fazia para sustentar os dois filhos.


* Fotos: AgenciaFotosite/Divulgação.

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