20.3.17

STYLE PROFILE: ESTILO E MÚSICAS UNIDOS ATRAVÉS DO TALENTO DO DJ E PRODUTOR DRE GUAZZELLI

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Uma conversa sobre moda e festivais ao redor do mundo com esse talento que já passou por mais de 25 países.


Com a explosão do street style os festivais de música ao redor do mundo acabaram tornando-se grandes vitrines para serem pescadas tendências, estilos e é claro, que a versão brasileira do Lollapalooza, que acontece nos dias 25 e 26 de março no Autódromo de Interlagos, São Paulo, é um ótimo ambiente para vermos e sermos vistos. Mas o festival é também muita música, artistas como The xx, The Strokes, The Weeknd, The Chainsmokers, Flume, Martin Garrix, Duran Duran e Two Door Cinema Club são alguns nomes que foram o line up dessa edição. Antes de abrirem os portões eu fui conversas sobre essa união de moda e atrações musicais com o DJ e produtor Dre Guazzelli, que além de ter criado o INNER multi.art, evento que já reuniu mais de 4.000 pessoas em um ambiente que mistura arte, cultura e, claro, música, já foi responsável por um set memorável no Bruning Man.


[LUCCA KOCH]: Quais são as principais diferenças entre os festivais que acontecem no Brasil aos internacionais?

[DRE GUAZZELLI]: A diversão é a mesma, hoje a estrutura que temos aqui também é muito legal e não ficamos para trás em nada. Temos artistas muito bons “Made in Brasil” e acho que só falta criarmos mais festivais brasileiros ao invés de ficar importando muitos de fora. Mas tudo é um processo e temos uma diferença que um festival lá fora, ainda mais Europa, tem muito mais artistas em um único evento pelo fato de lá  ser um centro mais habitado de artistas que geralmente tocam nos festivais pelo mundo afora. Quando fazemos um evento e o cachê é em euros, tudo muda.

[LK]: Como foi a experiência de tocar no Burning Man?

[DG]: Experiência única. Expansão de consciência. Amor por ajudar o próximo. Vontade natural de sorrir e agradecer. Fazer amigos naturalmente. O tocar lá para mim é celebrar e ter a certeza que o caminho quando escolhido por meio do coração é o único caminho a ser seguido, ou seja, tudo que é feito com amor evolui naturalmente. E os últimos três anos tocando lá foram resultado de 13 anos plantando boas ações e fazendo tudo que eu amo, sem deixar as responsabilidades de lado. 


[LK]: Agora entrando mais no Lollapalooza, quais atrações você indicaria como imperdíveis?

 [DG]: No sábado seria The XX, que é uma das minhas bandas favoritas, inspiração. Música para dançar, chorar, pensar, sonhar, imaginar e fez e faz parte da minha vida como um todo. Tem também o The Chainsmokers, que eu até toco uma música deles que chama Roses. Gosto muito deles por serem mais modernos e com músicas mais pops, porém muito bem construídas. Rancid, esse faz parte da minha vida na época que escutava punk rock e sonhava em ser baterista. O Bob Moses é uma das coisas que eu mais gostei de escutar e o que mais me chamou a atenção quando vi a primeira vez no Burning Man. Som de qualidade, quase que meditativo algumas vezes e muito bom de dançar. Uma linha que eu me identifico muito, suave, macio e com vocais incríveis e uma levada BEM boa. Assino embaixo. Para encerrar tem o Victor Ruiz, um super artista que para quem gosta de techno/tech house é impossível não aproveitar.

Já no domingo lo The Strokes é um show vale muito a pena, eu já vi um e achei ótimo. Já o The Weeknd é mais moderninho e também muito legal. O Flume será impossível de perder, algo instigante e muito bom de escutar. Uma das bandas mais atuais prediletas é Two door cinema club, imperdível. O Duran Duran é uma banda que meus pais escutavam e que tenho muitas boas músicas na cabeça até hoje. A Céu é uma brasileira que eu admiro, aprecio a voz a música e tudo que o show dela traz. Para fechar esse último dia a dica é o Gabriel Boni, que além de amigo, ele tem tocado cada vez mais e merece ser visto!

[LK]: Quando ele vai tocar em um festival quais são as peças de roupa que não podem faltar no seu figurino?

[DG]: Bota confortável para poder aguentar horas dançando em qualquer tipo de terreno. Ou chinelo, mas vai quando chove… Camiseta extra para trocar a que molhou de tanto dançar. Mochila com headphone, álcool em gel, pendrives para dar de presente, japamala da sorte e uns quitutes para comer fora de hora.

[LK]: Para curtir quais são peças de roupa que não podem faltar?

[DG]: Pano para amarrar os dreads. De resto nada muda em ir tocar ou curtir, porque geralmente sempre faço os dois!


[LK]: Como você resumiria seu estilo musical?

[DG]: Gosto de me alimentar de música para diferentes momentos e depois alimentar uma pista com a síntese do que mais gostei de escutar naquele dado momento. Gosto de tocar deep house e músicas para práticas de yoga em momentos específicos em festas de techno. Um estilo não elimina o outro. Mas o meu principal que eu escuto no dia a dia e toco é o deep house.

[LK]: Para essa próxima tour o que não pode deixar de levar na mala?

[DG]: Como embarco para Áustria devo levar muitos gorros, luva, roupa de frio, segunda pele, calça e casaco de snowboard e muito calor no coração. Festa na montanha com neve não é pra qualquer um, é bem frio.

[LK]: quais são as expectativas para as apresentações?

[DG]: A sensação é sempre como se eu estivesse indo viajar pela primeira vez. A expectativa é sempre a melhor possível e a empolgação ainda maior. Eu vou sempre com o foco de expandir e aprender mais. Catequizar mais pessoas e voltar com vontade de fazer mais e melhor, seja nas músicas ou nos projetos que crio ou estou envolvido!

Para acompanhar essa viagem e saber mais sobre a carreira do Dre Guazzelli é só seguir pelo facebook www.facebook.com/DreGuazzelli


LOLLAPALOOZA BRASIL:
Dias: 25 e 26 de março
Local: Autódromo de Interlagos, São Paulo.
Os ingressos do Lolla Pass custam R$ 460 (meia) e R$ 920 (inteira), no site do festival.

* Fotos: Divulgação.

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